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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A change is gonna come

Já dizia a música " a change is gonna come" e eu consigo senti-la, cheirá-la, quase tocá-la, mas será que sim?
Anos a sonhar, a esperar, a adiar e a projectar. Quando finalmente me decido, porque tem que ser, porque não dá para esperar mais, porque provavelmente só vai piorar, eis que piora mesmo!... E esta hein? Pois... raios partam a crise de que toda a gente fala; de que são culpados alguns mas da qual todos padecem e pela qual todos sofrem (uns mais do que outros, como sempre). Tenho que admitir o meu medo, o meu pânico controlado, porque ele existe, não é triste, nem é fado, mas existe e é medonho, o próprio medo. Claro que não vai ser esta nuvem que vai impedir a prossecução dos meus planos, mas vou viver daqui para a frente com receio, com o coração nas mãos, como se costuma dizer. Vou assumir o que sempre me gabei de não ter: um crédito! O momento chegou em que não se pode esperar mais. A casa que tenho não me permite avançar com o sonho da minha vida e não há outra forma de o fazer se não por meio desse grande monstro papão que me acorrentará até depois da minha morte; sim, porque duvido que aos 77 anos ainda cá ande a dar cartas e a opinar... enfim, agarro-me à esperança de que esta solução me preencha o abraço e dê cores mais vivas à minha vida. Bring it on!

terça-feira, 23 de março de 2010

Changes

Mudança precisa-se! Devia pôr este letreiro à porta da minha vida.

Preciso de mudar de espaço, de rotina, de caras, de vozes, de ar respirável. Provavelmente esta é uma necessidade comum mas para mim é premente, sobretudo neste momento. Quando começo a trocar as palavras e a repeti-las com a segurança de o dizer correctamente, sei que está na hora.
O problema é o tempo. Uma semana parece muito, mas acaba por escapar por entre os dedos mais rápido do que água.
Quero fazer tudo, preciso de fazer tudo. Tudo o que for diferente, tudo o que for relaxante, tudo o que for (por menos que seja) novo. Mas não posso fazer planos. Linhas traçadas raramente são seguidas e tornam-se opressivas. Preciso de respirar.
Anseio pela possibilidade de espreguiçar sabendo que posso simplesmente arrastar-me e preguiçar num novo início de dia; mesmo que "novo início de dia" signifique menos um dia para o fazer.