sexta-feira, 13 de julho de 2012
Gente desta
quinta-feira, 8 de março de 2012
Dia da Mulher
Só existem dias internacionais quando algo está errado com o tema que constitui a “celebração”. O Dia Internacional da Mulher não foge à regra.
Por todo o lado se vêem publicitações a festas, jantares, convívios, prendas, toda uma panóplia consumista e sem outro significado que não seja realçar a Mulher neste dia. E a Mulher nos restantes dias? E porquê o Dia Internacional da Mulher no dia 8 de Março?
Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias, que recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas. Quem pensa nisto quando se vai divertir para a discoteca com as amigas? Não defendo que devemos encarar este dia como um dia de luto e tristeza, mas acho que deveriamos agradecer e reverenciar estas e tantas outras Mulheres que deram a vida, a liberdade e o conforto para que as Mulheres de agora possam gozar da liberdade e dos direitos de que gozam. Direitos estes de que, tantas vezes, nem fazem uso. Tomamos por certo e pouco importante aquilo porque lutaram as nossas antepassadas.
Disto não faltam exemplos. O que mais vestem as Mulheres? Calças! Quem é capaz de dizer que, muitas vezes, se sente desconfortável por usar saia? Não recrimino, de todo; caminham melhor, sentam-se sem problemas de feminilidade, podem correr e não têm os seus passos travados. Mas alguém pensa nas que foram chamadas de sufragistas, discriminadas e humilhadas e até presas, por quererem usar calças? Na altura limitavam-se a usar um modelo algo estranho que consistia em apertar as saias compridas abaixo dos joelhos. Claro que podemos dizer que não passa de moda e não tem importância nenhuma. Abordemos, então, um direito que muito custou a adquirir e que hoje as mulheres desbaratam porque não lhes apetece sair, porque têm mais que fazer, porque não acreditam ou, simplesmente, porque preferem divertir-se em vez de participar nas decisões e no futuro do país. Falo do direito ao voto. Não esqueço um poster antigo que uma das minhas professoras (na Universidade) tinha na parede do seu gabinete. Tinha imagens exemplificativas que acompanhavam o seguinte texto: O que uma Mulher pode ser e não ter direito de voto – mãe, professora, médica, trabalhadora, (...); o que um homem pode ser e não perder o direito de voto – condenado, bêbedo, proprietário de escravos, demente, (...) E as Mulheres? O que fazem as Mulheres com este direito?
Sabia que as Mulheres continuam a ser discriminadas no trabalho? Fazem as mesmas, quando não mais, horas de serviço e ganham, em média, menos do que os homens. Nas entrevistas, ainda se pergunta se uma Mulher pretende engravidar, mesmo sabendo que este tipo de questão é proibida por lei.
Em casa, a Mulher continua a trabalhar. Quando foi a última vez que chegou a casa e se sentou no sofá a ver televisão antes de fazer trabalho doméstico? Porque não são as tarefas divididas? Porque será que quando há algum problema com os filhos estes e a responsabilidade competem à Mulher? Porque será que é a própria Mulher que critica a sua semelhante? Porque, caras(os) leitoras(es), a Mulher ainda se autodiscrimina. Porquê? Por vários motivos. Eu aposto na inveja; mas não vou desenvolver... Qual é a vossa opinião?
Porque será que nos arrepiamos com as atrocidades que são cometidas contra as Mulheres em todo o mundo, mas deixamos de pensar nisso logo que alguma trivialidade se nos apresenta e controla toda a nossa atenção? Porque nos encolhemos em vez de tentar saber o que podemos fazer, por menos que seja, para ajudar as Mulheres que continuam a ser mutiladas, em África? Sabia que, nos países Árabes, se uma Mulher for violada é presa por praticar sexo fora do casamento, ao passo que o criminoso continua a sua vida livremente? E o que dizer das Meninas chinesas que são mortas apenas porque nascem mulheres?
Até há bem pouco tempo, no nosso país, prevalecia a lei de “entre marido e mulher, não metas a colher.” Quantas Mulheres são violentadas, martitizadas, humilhadas e, em última instância, mortas, no seu próprio lar, ou no que deveria ser um lar. A sua vizinha pode estar a sofrer, mas você não vê. Porquê? Porque está metido(a) na sua vida e, no dia 8 de Março, vai dar/receber uma rosa e vai divertir-se com as suas amigas. E as Mulheres que abdicaram de tudo para você poder fazer isso?
Faça um favor a si mesma e abra os olhos para a sua semelhante. Faça uso dos seus direitos. Homenageie as Mulheres que lhe permitiram a liberdade de que goza. Acabe com o Dia Internacional da Mulher!
sábado, 18 de fevereiro de 2012
O tempo voa

segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Crise (de mentalidade)

sexta-feira, 6 de maio de 2011
Será demais?
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Manifestação?!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Tired and done
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
A change is gonna come
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Flavour
I was recently told life is pink and tastes of chocolate. It is rather an over-romantic dreamy line and a somewhat difficult to take seriously statement but the truth is… it got me wondering: what colour would I say my life is and what does it taste like? Well, I am tempted to say it is blue, but that would suggest sadness, or white, but that would imply blankness, so I have to admit I am still puzzled and undecided as to what colour my life is.
As for taste, well, that I know; it tastes of morning air. It may feel more like a smell rather than a taste, but I mean that dewy fresh feeling that rests on one’s throat after taking a deep breath on a beautiful spring morning while there is still a light fog, just above the grass line… that’s what my life tastes like.
sábado, 7 de agosto de 2010
Desalento inerente
E simplesmente vais deitar-te, sem sequer tentar perceber o que estás a fazer de errado, porque, afinal, ao que parece, a culpa é minha, certo?
Desde sempre, mas sobretudo desde que tudo isto começou, eu tenho sido quem apara os golpes, quem segura a situação, quem te ampara, te dá alento e colo, sou eu quem tenta levantar-te e fazer-te ver a vida; mas não na tua óptica, pelo menos não de forma total. Dependendo da altura do dia, dependendo do teu estado de (in)consciência, eu tanto sou o teu anjo, que te guia e te segura, como sou eu quem te chateia e começa discussões que só tu sabes que temos (porque eu estou perdida, a tentar perceber que raio dizes, que encadeamente fizeste, e porque usas esse tom). No entanto, quem muda és tu, que usa expressões como “lá estás tu” quando é a primeiríssima vez que toco no assunto, e quem distorce és tu.
Ninguém seria, ninguém é, tão compreensivo, tão paciente, tão amigo, como eu, mas sou eu quem se esgota a chorar depois de te deitares porque não entendes o que andas a fazer de errado, e pelos vistos também não tens interesse em saber, porque não pensas no assunto.
Eu não sou psicóloga. Eu faço o melhor que sei, conforme posso, nem os teus pais te conhecem como eu e mesmo assim não consigo. Passas do mimo excessivo à agressividade gratuíta. Temos visões diferentes sobre um simples filme. Estás farto de saber a minha opinião, mas tratas o assunto com um dramatismo exacerbado, contorcido. De um momento para o outro eu já estou a querer impedir-te de comprar filmes porque considero que és bronco e os meus são melhores do que os teus, mesmo que alguns (dos meus) não sirvam para nada. Não foi nada disso e estás a distorcer tudo sem qualquer necessidade. Mas queres ouvir, realmente ouvir, o que eu digo? Não. Preferes usar esse tom como se fosse eu a mudar de postura e a tentar dominar algo sem qualque sentido. E eu estou a sentir-me completamente estúpida e sem qualquer coerência a debitar isto tudo porque apenas eu vi e senti; não consigo descrever e aposto que não entenderias se lesses ou mesmo se ouvisses, porque, neste momento, só ouves o que pensas; nem o que dizes ouves.
Amanhã vais levantar-te como sempre, a deambular, a procurar-me, e não vais lembrar-te do que fizeste porque, mesmo que te lembres, vais virar costas e preferir deixar para trás. Eu vou ficar a moer, a acumular e... a recear que com o avançar do dia e o teu despertar volte a acontecer. E como é que eu te faço ver e entender algo para o qual fechas os olhos ou viras as costas?
Toda a gente me pede paciência e todos se preocupam comigo, mas no fundo, a preocupação de toda a gente é contigo; é com a minha postura para contigo; é sobre a minha real capacidade de aguentar, suportar e carregar tudo o que se passa. Se eu não percebesse isso talvez fosse mais fácil, porque poderia enganar-me e acreditar; mas eu percebo e não posso dizer isso como gostaria – bem alto, bem rápido, lavando a alma!
Vou continuar do teu lado, vou continuar a segurar a tua cabeça, mas não será estranho quando me apetecer sair porta fora porque não aguento mais e preciso de explodir; só que não o farei, porque terei sempre medo que desta vez saltes mesmo da varanda, não estando lá eu para te segurar. Por isso dorme. É melhor que durmas, mesmo que a pensar que não me entendes e não sabes o que fizeste (nada) para que eu evite olhar-te e pouco te fale antes de te deitares com toda essa razão que não tens e não entendes
domingo, 11 de julho de 2010
If only I could

sexta-feira, 2 de julho de 2010
Como estás?
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Há dias assim
Se bem me lembro foi este o título da canção portuguesa no festival da eurovisão. No meu caso, nem são bem dias, são semanas, meses, anos!, sim, por acumulação...
Há dias em que me questiono porque é que o mundo gira tão lentamente, porque é que toda a gente parece estar em slow motion quando eu me movimento a mil à hora com dezenas de tarefas e solicitações, quantas simultâneas, e toda a gente se movimenta levitando, como se não tocásse no chão.
Há dias, semanas, meses, em que nos cai o mundo todo em cima, em que até Atlas se questiona como aguentamos, em que queremos atirar tudo ao ar, desistir, gritar, chorar; em que até a representação que tão bem aprendemos a fazer se torna difícil. Mas depois há aquele momento, que surge nem se sabe bem como ou de onde em que uma palavra rompe as nuvens e de lá brota um morno raio de sol, que nos ilumina o sorriso e o torna natural e finalmente espontâneo... o que fazemos realmente toca alguém; alguém nos confessa que a sua postura, a sua motivação, a sua energia muda por meio do nosso toque. E um sorriso brota como na terra seca e crestada do barro há muito sedento...
Obrigado Sr. Júlio! Obrigado por ter trazido aquele raio de sol à minha tão sombria e chuvosa semana. É realmente revigorante e vou transportar esse calor no bolso juntinho ao coração ao longo de toda esta tormenta.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Spot the differences
terça-feira, 23 de março de 2010
Changes
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Mais um ano...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Como nos filmes
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
o meu Amor por Ti é Infinito
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Feliz 2010

E o ano vai mudar... outra vez...
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Também fui...
